Home
Sobre Antonio Miranda
Currículo Lattes
Grupo Renovación
Cuatro Tablas
Terra Brasilis
Em Destaque
Textos en Español
Xulio Formoso
Livro de Visitas
Colaboradores
Links Temáticos
Indique esta página
Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CARLOS PEZOA VELIZ
( CHILE - 1879-1908 )

 

Inicia o período moderno da poesia chilena, em princípios do século XX, escreve dois ou três poemas impecáveis e muitas composições de ambiente crioulo, em que há indiscutíveis belezas, fortes, bem timbradas, entre várias estrofes desiguais. É dos que cresceram entre estrofes desiguais. É dos que ficaram mais lidos depois de mortos e alguns colocam sua figura original das letras chilenas atuais. 

 

LAS CIEN MEJORES POESIAS CHILENAS.  Selección de ALONE. 6ª. Edición.  Santiago, Editorial del Pacífico,  1973.  255 p.  No. 10 357
Exemplar da biblioteca de Antonio Miranda

 

                        TEXTO EN ESPAÑOL 


TARDE EN EL HOSPITAL

Sobre el campo al agua mustia
cae fina, frágil, leve;
con el agua cae engustia;
llueve…

Y pues, solo en amplia pieza,
vazgo en cama, yazgo enfermo;
para espantar la tristezas,
duermo.

Pero el agua ha lloriqueado
fruto de mí, cansada, leve;
despierto sobresaltado;
llueve…

Entonces, muerto de angustia,
ante el panorama inmenso,
mientras cae el agua mustia,
pienso.

 

                      NADA

Era un poble diablo que siempre venía
cerca de un gran pueblo donde yo vivía;
joven, rubio y flaco, sucio y mal vestido,
siempre cabisbajo… ¡Talvez un perdido!

Un día de invierno lo encontraron muerto
dentro de un arroyo próximo a mi huerto
varios cazadores que con sus lebreles
cantaban marchando…  Entre sus papeles
no encontramos nada… Los jueces de turno
hicieron preguntas al guardián nocturno:
éste no sabía nada del extinto,
ni el vecino Pérez, ni el vecino Pinto.
Una chica dijo que sería un loco
o algún vagabundo que comía poco;
y un chusco que oía las conversaciones
se tentó de risa…  ¡Vaya unos simplones!

Una paletada le echó el panteonero,
luego lió un cigarro, se caló el sombrero
y emprendió la vuelta… Tras la paletada,
!nadie dijo nada, nadie dijo nada!


           TEXTO EM PORTUGUÊS

 

TARDE NO HOSPITAL

 

   Sobre o campo, a água parada
cai fina, frágil, leve;
com a água vem a angústia;
chove…

E assim, sozinho num quarto espaçoso,
deito-me na cama, deito-me doente;
para afastar as mágoas,
durmo.

Mas a água chorou,
por minha causa, cansado, leve;
acordo sobressaltado;
chove…
Então, morrendo de angústia,
diante do imenso panorama,
enquanto a água parada cai,
penso...

 

NADA

 

Era um pobre coitado que sempre aparecia
perto da cidade grande onde eu morava;
jovem, loiro e magro, sujo e malvestido,
sempre cabisbaixo… Talvez uma alma perdida!
Um dia de inverno, vários caçadores o encontraram morto
num riacho perto do meu pomar,
enquanto marchavam com seus galgos… Entre seus papéis,

não encontraram nada… Os juízes de plantão
interrogaram o vigia noturno:

ele não sabia nada sobre o falecido,
nem o vizinho Pérez, nem o vizinho Pinto.
Uma moça disse que ele devia ser um louco
ou algum vagabundo que não comia muito;
e um brincalhão que ouviu a conversa
caiu na gargalhada… Que idiotas!

O coveiro lhe deu uma pá de terra,
enrolou um cigarro, puxou o chapéu para baixo
sobre o ombro

e começou a voltar… Depois da pá,
ninguém disse uma palavra, ninguém disse uma palavra!

 

*
VEJA e LEIA outros poetas do CHILE em nosso Portal:
http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/chile/chile.html
Página publicada em fevereiro de 2026


 

 

 
 
 
Home Poetas de A a Z Indique este site Sobre A. Miranda Contato
counter create hit
Envie mensagem a webmaster@antoniomiranda.com.br sobre este site da Web.
Copyright © 2004 Antonio Miranda
 
Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Home Contato Página de música Click aqui para pesquisar